I Conferência Internacional sobre o Cancro

I Conferencia Cancro

A Fundação Eduardo dos Santos – FESA realizou, no Palácio dos Congressos, na cidade de Luanda, de 24 a 26 de Agosto de 2016, a 1ª Conferência Internacional sobre o Cancro.

O objectivo foi a reflexão sobre a Prevenção, Diagnóstico Precoce e Tratamento do Cancro, sob o lema: “A PREVENÇÃO É A MELHOR SOLUÇÃO NO COMBATE AO CANCRO”.

O evento contou com a participação de cerca de 300 pessoas, entre,, Deputados da Assembleia Nacional, membros do Governo, dos Órgãos de Defesa e Segurança Nacional, Corpo Diplomático acreditado em Angola, profissionais de saúde, da educação, estudantes, membros do Conselho de Curadores e da Assembleia Geral da FESA.

Na abertura da conferência, o Ministro da Saúde, o Dr. Luís Gomes Sambo, frisou que “face ao contexto epidemiológico do cancro em Angola, o Executivo Angolano, prevê na sua Política e no Plano Nacional do Desenvolvimento Sanitário, a prevenção e controlo das doenças, com objectivos e metas a serem alcançadas para reduzir o impacto negativo do cancro na população”.

Realçou ainda a importância desta Conferência e felicitou a FESA pela iniciativa, enaltecendo que a prevenção e o controlo do cancro em Angola é um desafio que interpela não só o Executivo,  mas toda a sociedade, pela sua natureza multidisciplinar e intersectorial.

Durante a sessão de abertura foram apresentadas três mensagens, nomeadamente; do Instituto Angolano de Controlo do Cancro – IACC; da Liga Angolana de Luta Contra o Cancro e da Fundação Eduardo dos Santos – FESA.

Na sua intervenção, o Director do Instituto Angolano de Controlo do Cancro, realçou a necessidade da aprovação de um programa nacional de controlo do cancro, com o reforço do sistema de informação de qualidade, através do qual conheceremos a incidência e mortalidade relacionadas ao cancro, permitindo melhor compreensão sobre a doença e as suas determinantes.

Por outro lado, a Liga Angolana de Luta Contra o Cancro destacou a importância do envolvimento da sociedade civil, na adopção de estilos de vida saudáveis e redução do estigma para a promoção da saúde e prevenção das doenças oncológicas.

Para a FESA a organização desta conferência, junta-se aos esforços do Executivo, na perspectiva de se proporcionar aos profissionais da saúde e das ciências afins, mais uma oportunidade para análise da tendência da doença; partilhar com os palestrantes e participantes, a importância do envolvimento multidisciplinar e multissectorial na prevenção, diagnóstico precoce e controlo do Cancro.

Para o êxito desta I Conferência e, de modo a permitir uma profunda reflexão e ampla abordagem da temática proposta, foram convidados, 12 moderadores, 21 palestrantes, sendo 10 nacionais e 11estrangeiros, provenientes da África do Sul, Argentina, Brasil, Cabo Verde, Espanha, Estados Unidos da América, Itália, Moçambique, Portugal e o representante da Organização Mundial da Saúde – OMS para a África.

Durante os três dias, foram apresentados doze temas inseridos em cinco painéis:

  • Painel I – “Epidemiologia Do Cancro”
  • Painel II – “Tratamento Multidisciplinar Em Oncologia”
  • Painel III – “Radioterapia Em África”
  • Painel IV – “Cancro”
  • Painel V –“Oncologia”

Algumas conclusões e recomendações resultantes da I Conferência:

Conclusões

  • Depois das doenças cardiovasculares, O cancro é a principal causa de morbilidade e mortalidade, sendo o da mama e o do colo uterino os mais prevalentes em todo o mundo;
  • O diagnóstico precoce é o mecanismo preventivo que contribui significativamente para converter o cancro de uma doença fatal e debilitante numa doença crónica;
  • Em Angola, existem apenas três (3) aparelhos para a Radioterapia: (1) um  no Instituto Angolano de Controlo do Cancro e dois (2) na Clínica Girassol. A OMS recomenda  quatro (4) aparelhos para cada 1 milhão de habitantes;
  • A implementação dos programas de prevenção e controlo do cancro requer uma abordagem multidisciplinar, assente numa visão integrada na vida do individuo, de modo a proporcionar à pessoa afectada o acesso à serviços diferenciados e específicos.

 

Recomendações:

  • Se preste particular atenção a disponibilidade financeira e às necessidades orçamentais, aos serviços que poderão ser prestados aos utentes, bem como aos recursos humanos, na concepção de programas e projectos sobre o cancro;
  • Se criem programas de divulgação e de difusão dos métodos de prevenção junto às comunidades em parceria com as Administrações Municipais, igrejas e Sociedade Civil;
  • Se assegure a implementação de medidas de prevenção primária, secundária, assistência hospitalar e prestação de cuidados paliativos humanizados.
  • Se efective a criação da Escola Cirúrgica dos PALOP;
  • Se incentive a concepção de programas na comunicação social que visem a divulgação de mensagens educativas e de sensibilização para promoção da saúde e prevenção das doenças oncológicas;
  • Se aposte na formação nas áreas Clínica, Epidemiologia, Saúde Pública, Cirurgia Oncológica e estreitamento da Cooperação com Centros Internacionais de excelência. 

 

Veja o vídeo:

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